Marc Jacobs notifica Daslu

Não gosto de fofocas, e nem é esta a intenção do blog, mas desde que a questão virou tema de notificações extrajudiciais e ambas as empresas confirmam o “desentendimento”, penso que informação é a base deste meio de comunicação.

Vamos aos fatos.

Há algum tempo (não sei exatamente quanto) a Daslu vendia produtos Marc Jacobs.

No início do ano, a marca internacional abriu as portas de sua Flagship nos Jardins, em São Paulo.

A Daslu continuou (e continua) vendendo os produtos MJ que adquiriu no ano de 2008, em suas lojas.

Na última sexta-feira, MJ notificou a Daslu, alegando quebra da exclusividade, e exigindo que esta interrompa imediatamente a venda de produtos Marc Jacobs, sob pena de sofrer ação judicial.
Veja o comunicado feito pela Marc Jacobs à imprensa:
“A Marc Jacobs International comunica que a única loja com licença exclusiva para comercializar a marca em São Paulo é a Flagship, localizada na Rua Haddock Lobo, 1.594. Como uma afronta à política comercial da marca, a Villa Daslu passou a vender a seus clientes peças de coleções passadas. A loja em questão foi notificada para que suspendesse as vendas no prazo de 24 horas, tendo descumprido a notificação extrajudicial”.

“A Marc Jacobs do Brasil repudia tal conduta e se sente na responsabilidade de alertar seus consumidores enquanto aguarda uma posição final da justiça”.
“Nossos controles demonstram que a última coleção autorizada comprada pela Daslu da MJI foram os produtos para a coleção outono-inverno 2008 das marcas ‘Marc Jacobs’ e ‘Marc by Marc Jacobs’. Consequentemente a Daslu era autorizada a efetivar essas vendas somente durante o período outono-inverno 2008 e não em qualquer outra época”, assina Patrice Lataille, responsável pelo comunicado.

“Como a Daslu não possui autorização para vender produtos de coleções passadas, qualquer uso das marcas ‘Marc Jacobs’ e ‘Marc by Marc Jacobs’ (em propagandas, publicidade ou outros) está proibido e constitui infração passível de ações legais e ainda propaganda enganosa. Além disso, a venda não autorizada de mercadoria de coleções passadas e o uso não autorizado das marcas em questão infringem diretamente os direitos concedidos ao nosso parceiro operacional em São Paulo, que detém a exclusividade.”


Não sei de quem é a razão (provavelmente, só a Justiça dirá), mas Eliana Tranchesi já publicou esclarecimentos sobre o fato no site.

 
 
 

É uma pena que este tipo de mal entendido aconteça entre empresas que, há pouco tempo atrás, eram parceiras.
Vamos torcer para que a situação se resolva logo.
Próximo post:
Post anterior:
Escrito por
3 comentários
  1. TOO FAST FASHION at 10:50

    Pois é, Kellen, tb achei meio chato tudo isso.
    Contrato é contrato, mas bom senso e conversa muitas vezes podem resolver as coisas.
    Vamos torcer para que todos se entendam, né?
    Bj

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *